Intoxicada
de divertimento,
acordada pelas abençoadas pancadas das vicissitudes,
decisivamente convertida.
Tornei-me aspirante ao eterno...
Despertada,
vi a impermanência e a falência dos valores humanos.
Não pode a Lua aquecer e fertilizar como o Sol!
Não tem o Sol a grácil maciez da Lua!
Ao Solo é negado fazer carícias na estrelas!
Não pode o Solo ser a morada dos sonhos!
Não pode o céu germinar as sementes,
amadurecer os frutos,
nutrir os seres.
Não pode ser um o que o outro é...
Só ao homem é permitido,
em si mesmo,
harmonizar opostos,
sintetizar tese e antítese,
conjugar o masculino da Lua
e o feminino do Sol.
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