| Parque Nacional da Serra da Canastra | ||||
| A cachoeira Casca Danta | ||||
"Para
se ter uma idéia de como é fascinante a paisagem ali, o leitor
deve imaginar estar vendo em conjunto tudo que a Natureza tem de mais encantador:
um céu azul puríssimo, montanhas coroadas de rochas, uma cachoeira
majestosa, águas de uma limpidez sem par, o verde cintilante das folhagens
e, finalmente, as matas virgens, que exibem todos os tipos de vegetação
tropical". |
||||
Essas são as primeiras palavras do então
viajante e especialista em plantas, o naturalista francês, Auguste de
Saint Hilaire, registradas no livro Viagem às Nascentes do Rio
São Francisco, do qual ele é o autor, num relato ao chegar
à porção da região da Canastra, que era conhecida
como Boqueirão, por volta da ano de 1819. |
||||
Saint Hilaire ficou extasiado ao avistar a cachoeira Casca d'Anta e ao ouvir de longe o estrondo que as águas faziam ao cair. Na época de chuvas, é impressionante o rugido das águas e a névoa extremamente fina provocada pelo deslocamento de ar, devido a altura da queda livre da cachoeira: 162m comprovados por geólogo munido de aparelhos de precisão digital. A versão do nome Casca d'Anta, segundo os moradores mais antigos da região, recontada pelos guias locais, diz que próximo à cachoeira existia uma mata onde era predominante as árvores casca-d'anta. Árvore que tem esse nome na região devido à associação de se avistar antas, quando elas existiam em bandos por ali, utilizando-se das propriedades medicinais das cascas e das folhas. Ao lado, imagem da magestosa Casca Danta, 162 metros |
![]() |
|||
O
nome da impressionante queda d'água era então "Cachoeira
da Mata da Casca da Anta". Com o rareamento dessa espécie de
árvores do cenário original, o nome simplificou-se no decorrer
dos anos e hoje é apenas Casca d'Anta. Diminuiu o nome, já
foi depredada por fogos naturais e pelo homem, mas não perdeu a majestade. |
||||
Ao
pesquisar sobre essas árvores, descobre-se referências em dois
livros: uma das fontes indica a família das Magnoliáceas,
de flores brancas. A outra, aponta a família Rutaceae, de flores
vermelhas. Mas, em ambos os casos, elas também são conhecidas
como paratudo, pratudo, canela-amarga, capororoca-picante, cataia e outros.
De acordo com enciclopédias especializadas, a árvore Casca
d´Anta possui propriedades tônicas, diuréticas, estimulantes,
antiescorbúticas e detersivas. Podem ser utilizadas contra o reumatismo,
para aliviar dores do estômago e auxiliam na cicatrização
de ulcerações, dentre outros atributos. |
![]() |
|||
![]() |
![]() |
![]() |
||
Nas imagens acima, a árvores, as flores e os frutos da casca danta |
||||
Obs.: A Casca d´Anta está dentro do Parnacanastra e para chegar
ao local deve-se observar a normas de visitaçao, horários e pagar taxa de R$3,00 (três reais) por pessoa. |
||||
Clique
sobre os nomes abaixo para conhecer mais sobre o Parnacanastra |
||||
| Topo |